Uma de nossas propostas âncoras aqui é de observar a vida, seu movimento, sua cor, forma e melodia. Bem vindos (as) aos registros e as leituras de uma trajetória, de uma vida... http://www.facebook.com/historiaereflexoes?ref=hl
Translate
25 de agosto de 2013
22 de julho de 2013
Uma Pausa
Já fiquei emudecido diante de alguns desafios
Emudecido por precisar trilhar caminhos desconhecidos
Normalmente diante de mudanças e transformações
Estas quase sempre repentinas, algumas pareciam intrusas
Eis aí parte de nosso medo e insegurança
É o peculiar frio na barriga
Mãos gélidas
Olhos sonolentos
Pés cansados
No entanto o tempo segue sem intervalos
Não há pausas para reparos
Tudo acontece ao vivo
Alguns papéis são invertidos
Nossos pais chamam por nosso nome
Precisam do nosso braço para se apoiar
Já não possuem aquela tão boa visão
Agora andam lentamente, tateiam, teimam...
Enquanto isso o tempo não é mais o mesmo
E o mesmo tempo continua seguindo sem intervalos
A vida profissional se faz urgente
As responsabilidades cotidianas se avolumam
E no meio da caminhada um acidente, uma pausa
Uma pausa nossa no tempo que segue....
Nossa fragilidade humana vem à tona, revelada em lágrimas e sensações
Um olhar, um gesto amigo é providencial
O calor da matilha preserva muitas vidas
E outra vez somos fortalecidos
Ainda que incertezas nos olhem nos olhos
O amor aos nossos próximos nos guiará na noite fria, nos consolará na angustia, nos fortalecerá na fraqueza e nos renovará como a luz do sol de um novo dia.
21 de julho de 2013
Pensamentos de chuva
Não fecho as janelas
Só para ver a chuva cair
Não fecho as janelas
Só para sentir a brisa do sul me abraçar
Águas do céu tocando o chão...
Quando menino imaginava nos canteiros das ruas, verdadeiros rios
Em minhas mãos um barquinho de papel
Com os pés descalços caminhava pela calçada
Agachado repousava o barquinho nas águas que escorriam pelas ruas
Lá ia o barquinho de papel em dia de chuva
Lá ia o menino pela calçada acompanhando o barquinho sobre as águas
Do nada minha mãe gritava de dentro de casa: "Vem menino! Saia dessa chuva!"
Ao som da voz da minha mãe, me despedia do barquinho
Mas ali me dava por satisfeito em ter visto meu barquinho flutuando sobre as águas
Voltava para casa correndo entre os pingos da chuva
Voltava correndo, pulando, sorrindo e cantando
Voltava o menino deixando o barco
Voltava o menino todo molhado
Mesmo molhado a mãe abraçava o menino sorrindo
Só para ver a chuva cair
Não fecho as janelas
Só para sentir a brisa do sul me abraçar
Águas do céu tocando o chão...
Quando menino imaginava nos canteiros das ruas, verdadeiros rios
Em minhas mãos um barquinho de papel
Com os pés descalços caminhava pela calçada
Agachado repousava o barquinho nas águas que escorriam pelas ruas
Lá ia o barquinho de papel em dia de chuva
Lá ia o menino pela calçada acompanhando o barquinho sobre as águas
Do nada minha mãe gritava de dentro de casa: "Vem menino! Saia dessa chuva!"
Ao som da voz da minha mãe, me despedia do barquinho
Mas ali me dava por satisfeito em ter visto meu barquinho flutuando sobre as águas
Voltava para casa correndo entre os pingos da chuva
Voltava correndo, pulando, sorrindo e cantando
Voltava o menino deixando o barco
Voltava o menino todo molhado
Mesmo molhado a mãe abraçava o menino sorrindo
21 de maio de 2013
Amanhecer :)
O dia amanhece
Sobre o silêncio da madrugada
O dia amanhece
E o trabalhador já está de pé
O dia amanhece
E o sol revela o céu azul, com nuvens brancas
Serenidade no tempo, na brisa suave
Entre compromissos, desafios e responsabilidades
O relógio marca a hora, acelera nosso passo, nosso corpo...
Tudo cronometrado
Há tempo para um café sobre a mesa?
Há tempo para um café?
Corre e dá um abraço
Rápido!
Flores no jardim
Flores nas calçadas
Flores nos muros... no caminho há flores
"Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara..."
Sobre o silêncio da madrugada
O dia amanhece
E o trabalhador já está de pé
O dia amanhece
E o sol revela o céu azul, com nuvens brancas
Serenidade no tempo, na brisa suave
Entre compromissos, desafios e responsabilidades
O relógio marca a hora, acelera nosso passo, nosso corpo...
Tudo cronometrado
Há tempo para um café sobre a mesa?
Há tempo para um café?
Corre e dá um abraço
Rápido!
Flores no jardim
Flores nas calçadas
Flores nos muros... no caminho há flores
"Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara..."
7 de março de 2013
Senhora com os pés descalços...
Já dizia minha mãe: "Costume de casa, se leva à praça!" Ela sempre "saia com essa ideia" para pontuar um costume ou comportamento negativo dos filhos. Neste caso aqui, farei um relato de algo positivo.
Hoje pela manhã em Alagoa Grande, ao entrar numa farmácia acabei tropeçando numa sandália feminina, meiga e bem cuidada. Em seguida me deparei com uma senhora debruçada no balcão da farmácia onde era atendida. O chão da farmácia estava plenamente limpo, o ambiente também reforçava e confirmava essa sensação de higiene.
Pois bem, tenho um costume de normalmente retirar as sandálias para entrar na casa de um amigo - pra mim soa como um gesto de respeito pela casa, pela pessoa, ou uma tentativa de não deixar ali na casa a sujeira de toda rua por onde que estaria na sola de minha sandália.
Mas aquela senhora, ela estava numa farmácia, descalça... Possivelmente pelos mesmos motivos que eu, respeito. No entanto ela transmitia uma candura e seu gesto tornava-se muito mais significativo para mim, um gesto tão lindo, tão simples.
Ninguém havia percebido que eu havia "tropeçado" na sandália. O pior... quando dei por mim a sandália estava fora do tapete, onde a senhora havia deixado. Delicadamente disse pra elas que havia tropeçado na sandália, simultaneamente me desculpei e coloquei a sandália de volta.
A senhora descalça, tirou os braços do balcão da farmácia e atentamente me olhou nos olhos e com voz serena me pedira desculpas pelas sandálias deixadas ali, á porta da farmácia, num gesto de respeito para com a "dona da casa"... não permiti que ela terminasse seu pedido de desculpas, na verdade o intruso era eu.
Pisar diretamente no chão tem em si tantos significados. O gesto delicado e o comportamento simples daquela mulher, sua luz, sua serenidade e paz me tocava.
Na verdade, recebi um afago naquele momento, uma recarga de leveza e de luz. Esse é o meu Nordeste, este é o meu povo.
Simplicidade que amo...
Hoje pela manhã em Alagoa Grande, ao entrar numa farmácia acabei tropeçando numa sandália feminina, meiga e bem cuidada. Em seguida me deparei com uma senhora debruçada no balcão da farmácia onde era atendida. O chão da farmácia estava plenamente limpo, o ambiente também reforçava e confirmava essa sensação de higiene.
Pois bem, tenho um costume de normalmente retirar as sandálias para entrar na casa de um amigo - pra mim soa como um gesto de respeito pela casa, pela pessoa, ou uma tentativa de não deixar ali na casa a sujeira de toda rua por onde que estaria na sola de minha sandália.
Mas aquela senhora, ela estava numa farmácia, descalça... Possivelmente pelos mesmos motivos que eu, respeito. No entanto ela transmitia uma candura e seu gesto tornava-se muito mais significativo para mim, um gesto tão lindo, tão simples.
Ninguém havia percebido que eu havia "tropeçado" na sandália. O pior... quando dei por mim a sandália estava fora do tapete, onde a senhora havia deixado. Delicadamente disse pra elas que havia tropeçado na sandália, simultaneamente me desculpei e coloquei a sandália de volta.
A senhora descalça, tirou os braços do balcão da farmácia e atentamente me olhou nos olhos e com voz serena me pedira desculpas pelas sandálias deixadas ali, á porta da farmácia, num gesto de respeito para com a "dona da casa"... não permiti que ela terminasse seu pedido de desculpas, na verdade o intruso era eu.
Pisar diretamente no chão tem em si tantos significados. O gesto delicado e o comportamento simples daquela mulher, sua luz, sua serenidade e paz me tocava.
Na verdade, recebi um afago naquele momento, uma recarga de leveza e de luz. Esse é o meu Nordeste, este é o meu povo.
Simplicidade que amo...
25 de fevereiro de 2013
Abrindo a janela.
O dia amanhecia.
E ela continuava acordada.
Tinha sido mais uma noite difícil, uma noite inteira
sem dormir.
Com seus pensamentos, seus medos, dores, lágrimas e
arrependimentos.
As persianas da janela do seu quarto a impediam de
ver a luz do dia que chegava devagar.
O som da sua dor interior, transformada em pranto, a
impedia de ouvir o som do mar.
Mas o amanhecer estava bem ali, anunciando um novo
dia.
A noite de angustia era também iluminada por uma
intensa lua cheia, brilhando sobre o rio e o mar.
O céu não estava escuro absoluto, ainda com estrelas
brilhantes, surgia um novo cenário de cores e transformação, era o nascer do
sol.
Onde está a tua angustia, onde se esconde essa tua
dor?
No meio da madruga o sol brilhou...
Ela não excitou,
saindo da cama, colocou-se de pé e mesmo quase sem querer. Nem conseguia
acreditar naquilo que estava fazendo. Afinal sua dor a impedia de pensar e
agir.
Em meio ao seu caos e fracassos, ela se pôs a
caminhar.
Lentamente, entre um passo e outro, uma lágrima...
Respirava ofegante. Ninguém estava ali. Era apenas
ela. Ela e suas dores. Mas algo acontecia em seu interior...
Ainda de maneira lenta, as persianas foram se
abrindo, revelando um novo cenário, ainda que pelos vidros da janela fechada...
O amanhecer lhe trazia um novo fôlego, um milagre estava acontecendo dentro do
seu interior.
Afinal, há tempos ela não sabia o que era dia, há
tempos no seu interior tudo era noite sem estrelas e sem luar.
Ao abrir os vidros da janela, um vento sul intenso e
simultaneamente suave parecia lhe abraçar, envolvendo, tomando conta de cada
espaço daquele quarto. O vento ao entrar pela janela aberta parecia trazer
consigo luz, levando toda dor que havia ali.
Enquanto isso, com os olhos fechados ela respirava
fundo e lentamente sua coluna, seu corpo antes envergado colocava-se de pé...
Ainda em lágrimas, apoiou-se sobre a varanda, abriu
os olhos e em sua alma um sopro, um novo fôlego... Esperança.
Dali ela avistava o mar. E sua dor estava sendo
depositada na areia da praia. Entre uma onda e outra, num piscar e abrir de
olhos, tudo era areia e as águas do mar banhavam seus pés...
Num giro de 360°, ela via todo o cenário da sua
vida. Ao seu redor a brisa do mar, as palhas dos coqueiros balançavam ao soprar
e dançar dos ventos.
Um bem-te-vi lhe dava bom dia. E ela respondia: “Bom
dia vida”.
Para alguns, era apenas mais um amanhecer, mais um
dia.
Mas para ela hoje era diferente.
Ao abrir os olhos, nem podia acreditar que sempre
tudo aquilo esteve ali...
Era dia, era seu dia... Amanhecia ali, pela primeira
vez depois de um longo tempo.
Amanhecia ali, era dia na sua alma.
23 de fevereiro de 2013
Flor de alecrim.
Entre uma xícara de chá e outra, silêncio.
Ouço o tintilar da xícara sobre o pires.
Outros movimentos sobressaem à voz do meu
pensamento.
Com uma colher a girar, mexo o chá.
O cheiro da camomila, da cidreira e da hortelã,
aquece meu interior, perfumando meus pulmões.
A xícara de volta para minhas mãos.
Um soprar da boca para refrescar a superfície do chá
quente.
Um gole degustado e sonoro sobressai à voz do meu
pensamento.
Garganta e entranhas aquecidas.
Numa tarde de sábado minha alma é afagada, por uma
xícara de chá quente, na companhia de um livro e pelo silêncio do meu
pensamento.
Nunca vi uma flor de alecrim.
Entre folhas, flores e sombras, o tempo.
Entre a sombra da luz de um poste e outro
O tempo ganha espaço
Pedregulhos revestem o asfalto com piche
Sobre os muros das casas, flores
Sobre as calçadas, pétalas de flores secas
Folhas, flores, sombras, pedregulhos...
E o tempo que não determina o que deve ser lembrado
ou esquecido
Tudo é fragmento, elementos por vezes entregues ao
acaso
Por acaso observamos
Folhas, flores, sombras, pedregulhos, sentimentos...
Tudo toca o asfalto
A luz do sol do meio dia
Os raios da lua cheia da meia noite
O vento que leva é o mesmo vento que trás... O
perfume, a poeira, a água da chuva que cai do céu
Chuva lavando o asfalto feito de pedregulhos unidos
pelo piche
Com a água da chuva, vai à poeira, vão às folhas, as
flores, a luz do sol, alguns pedregulhos, mas não o sentimento
Tempo, és o senhor absoluto de nossa existência
A ti sábio tempo, minha oração
Escolhestes a mim para observar o teu passar
Eis o meu oficio...
2 de janeiro de 2013
Um pingo de chuva
Chuva sobre o telhado
Ouço o som multiplicado dos muitos pingos
Entre um pingo e outro sopra o vento
E o vento toca os pingos dos pingos
Resulta na brisa que vem pela janela
A brisa da chuva me abraça e deita comigo
Melodia na alma
Serenidade no espírito
Em silêncio medito
Meu pensamento pausado
Viajo em mim, em minhas lembranças
Como alguém que escala a mais alta montanha
Flor branca
Flores brancas
Flor amarela
Uma flor de ipê amarela
Cai do mais alto galho da árvore
Bailando dos céus até tocar o chão
Leve vem a flor amarela de ipê
Lembranças nos galhos secos
Imagens, cenários, semáforos me fazem recordar
Melodia em piano
Som das águas
Águas de rio
Águas de mar
Ainda não senti a sensação da neve tocando minha pele
Mas vejo com admiração o pôr do sol sobre minha cidade
O brilho do astro pelo fim da tarde
Deixa tudo dourado
Asfalto, janelas, desejos, encontros, olhares, sorrisos,
sonhos dourados
Sonho dourado
Sentimento, emoções
Sou sensibilidade
Movido pela gratidão
Gratidão em ser
Em poder encontrar
Gratidão em rever
Em poder sonhar
Gratidão em lutar
Em poder alcançar
Um pingo de chuva
A brisa do vento
O dourado do pôr do sol
A esperança do sentimento
Um pingo de chuva dourado
Horizonte aberto, livre
Entrega... Silêncio... Esperança...
Histórias e Reflexões no face.
Olá amigos é com muito carinho que venho compartilhar com vocês nossa página no face. Podem ficar a vontade pra curtir, compartilhar e indicar para seus e suas queridas. No entanto apenas a leitura e companhia de vocês já nos ilumina aqui. Abraço generoso :)
http://www.facebook.com/historiaereflexoes
http://www.facebook.com/historiaereflexoes
1 de janeiro de 2013
Um ano de luz
01 de janeiro de 2013
João Pessoa, Praia do Cabo Branco
São pouco mais de 05 horas da manhã
A noite escura iluminada pelos fogos de artifícios, refletidos nas roupas brancas de toda multidão, aos poucos vai recebendo o brilho de uma outra luz
Na extensão de toda orlas, famílias inteiras aguardam o primeiro raio de sol tocar o mar, surgir no horizonte...
A luz e sua claridade
A certeza de um novo dia que amanhece
E o sonho de um novo tempo iluminado
Sem dúvidas e com absoluta segurança (?)
O dia já vem raiando meu bem...
Pois bem, o sol não surgiu como deveria
Como deveria?
Isso mesmo.
O céu estava nublado na orla do Cabo Branco
Um paredão, uma verdadeira muralha de nuvens, aparentemente pesadas, algumas toneladas de nuvens (?!)
O sol nasceu, a sua hora já indicava isso
Uma certa claridade ofuscada anunciava tamanho evento
Mas onde está o sol minha gente?
"Por detrás das nuvens mãe!"
Disse um pequeno e agitado menino
Mas e o dia? Amanheceu? Já é dia? Onde está a luz?
O benefício da dúvida se apresentava
Paralelamente a reflexão pairava sobre as pessoas
A dúvida os movia
Alguns erguendo as mãos aos céus, pareciam entregar-se agradecendo, confiando...
Outros caminhavam serenamente até as águas da praia
No mesmo instante abraços, danças, uma criança rolava na areia
A celebração de um tempo que se chama novo
A saudação a um dia que vagarosamente raiava
A montanha pesada de nuvens suspensas fora transpassada, pelo mais insistente brilhar
Brilhou dourado, serenamente; primeiro tocou o mar
E sobre o mar, um ínfimo raio de sol ficou, tocou, brilhou...
E todos, atentamente observavam o sol por trás das montanhas e apenas um fecho de luz que surgia
Mas o sol brilhava lá, lá na altura do mar
Tímido, pacato, sereno
Brilhava o sol, distante da areia da praia, distante das pessoas vestidas de branco
E sobre o mar, do sul para o norte, o raio de sol se pôs a caminhar
Vagarosamente, delicadamente... Vinha o sol sobre o mar que também estava sereno
Um caminho de luz, sobre águas ainda sem cor
O sol brilhou em meio às dúvidas
Como que descendo degraus tocou nosso chão
Brilhou em nossos pés
Posou sobre nossa pele, nosso corpo
Olhou a luz em nossos olhos
Revigorou nossa alma
Aqueceu meu coração
Um caminho de luz estava apresentado
Mas entre a luz, dois lados ainda não iluminados
A parte do mar iluminado ficara azul
E o vento que soprava do sul, parecia vir sobre o mar, trilhando o caminho da luz, abraçando-me na praia e assanhando as palhas do coqueiro
Tenho um desejo
Que a aparente força da falta de respeito e da intolerância para com o diferente, receba a luz do sol e que estes percebam que as diferenças nos tornam únicos e semelhantes, as diferenças nos conectam, assim como tudo na natureza não igual, mas juntos, simplesmente são.
Tenho comigo uma certeza, a dúvida sempre estará presente e quando ela se fizer ausente, nós haveremos de chamá-la... Chamá-la pelo nome e quando ela chegar trará consigo a certeza de que estamos vivos.
Um ano de luz
Um ano de riso
Sem choro contido
Sem temer os riscos
Pegadas na areia
Caminhada continuada
Ainda que lenta... Caminhada
Um tempo de preservação
Fortalecimento dos laços
E que a única certeza seja a de quem somos... Dos sonhos que sonhamos
Um ano de luz sobre a dúvida
Feliz 2013
Sereno
16 de dezembro de 2012
Varre o tempo
Na sombra do som
Sopra o vento

Que sopra suave
Feito vento preguiçoso
Que sem querer
Balança a rede
Presa entre dois coqueiros
Varrendo a praia
Bailando sobre as águas
Bailando sobre as areias
De grão em grão
Passo por passo
De tempo em tempo
Na sombra do som
No soprar do vento
Ouço a melodia
E me deixo levar
De braços abertos
Flutuando sobre o mar
Me encontro na liberdade
No voo da gaivota
No voo da borboleta
Que plana sobre as flores
Bem-te-vi
Sopra o vento
Passa o tempo
Baila a liberdade
Dança a felicidade
Olhares
Liberdade
Afeto
Silêncio
Melodia
Encontro no tempo
O vento
O presente
O abraço
Encontro
4 de novembro de 2012
Na companhia do mar solitário
16:33 h
Fim de tarde de domingo
Vim ver o mar
O verde mar
Precisava de alguém para conversar
E o mar sempre parece disposto para nos ouvir falar,
pensar...
O mar, sempre pronto para me receber
À minha esquerda, dezenas de pessoas desfrutam os
privilégios desse lugar
Famílias, uma dupla de amigas, crianças e idosos
Nessa brisa, nessa imensidão de mar esverdeado com espumas brancas... todos estão iluminados pelo sol que ainda não se foi, mantendo a cor do céu azul
A brisa que sopra me dá certo alívio
Agora estou sentado na areia da praia sobre minhas sandálias
havainas
Pés descalços, mergulhados na areia...
Sinto o vento soprar e meu ânimo tomar fôlego
Na solidão do mar
Encontro encontros, encantos...
Nada é igual
Sobre a areia da praia, milhares e milhares de pegadas, são
tantas que nem dá pra contar
Sobre a face das águas o vento inventa, desenha
simultaneamente inúmeras digitais
Sopra vento
Passa tempo
Silêncio sereno
Mistura de cores
Abraço amores
Sinto saudades
E as minhas lembranças se tornaram banais
Casais amigos
Olhares tranquilos
A leveza de quem tem abrigo
A tranquilidade de quem caminha só
Sobre essa areia, sou apenas mais um grão
Os grãos unidos se tornam milhares, infinitos
Uma gaivota rasga os céus
Voando contra e a favor do vento
Faz seu caminho no invisível
Um sinal de liberdade
Até na solidão somos acompanhados
De tempos em tempos, nossa rotina tende a mudar e nem
adianta cantar o rebelde refrão de décadas atrás; pouco a pouco, todo mundo
sabe que no final a regra de ouro é se reinventar...
Para mim é bem mais que uma simples adaptação
Eu daqui, sou apenas um, mas nunca o mesmo para sempre
Agora mesmo me faço outro, me faço novo, de novo...
São as descontinuidades descontinuadas que insistem em
continuar
Entre lembranças fragmentadas e desencontros de sentimentos
À todos nosso respeito e afeto
Ao amor dos iguais e ao amor dos nem tão diferentes assim
Nosso sim
Ao amor
Ao abraço
Ao abrigo
E à solidão
Obs: Passando pela areia do Cabo Branco, uma pequenina que
deve ter pouco mais de um ano de vida, sentada na areia da praia brinca com os
pais, com grãos de areia escorrendo de suas mãos, ela me segue com o olhar,
insistentemente olha para mim, sorrindo suavemente acena com uma das mãozinhas,
me dando um lindo tchau... Parece me abençoar.
Solitude - Uma reflexão sobre o tempo que corre e a necessidade de parar.
Desde menino preservei um costume
No comecinho da manhã, ou no fim da tarde
Ia até a praia
Caminhando pela areia
De Tambaú até o Cabo Branco
Era o momento meu
Estava comigo
Andar por andar
Só para ver o mar
Hoje sei que isso significa um modo de resistência
Este é um tempo que chamo de meu
Acima da lei de produção capitalista
Um tempo meu
Para além das regras que nos movem sobre a terra
Nesse meu instante de caminhada o tempo parece parar
E se ele passa, vai devagar e sem pressa
Caminho na velocidade do meu pensamento
Pausado e sereno, respiro devagar
Da praia vejo toda a costa litoral da cidade
Céu azul
Nuvens brancas
Mar esverdeado
Pequenas ondas, serenas como a brisa que vem do sul é o meu
caminhar agora
Areia branca, dourada, desenhada e rabiscada pelos fios de
água que escorrem entre os grãos... Devagar, delicadamente, rumo ao mar
Piso, ando, vagueio agora por muitos caminhos, mesmo sem
sair do lugar
Diante da imensidão do céu e do infinito mar, sou um
pequenino observador
E ao caminhar sobre os minúsculos caminhos de água sobre a
areia da praia, sou um gigante
Paro com o pensamento, penso, respiro, contemplo tudo e
volto a caminhar
Paro caminhando
Paro vendo o mar
Paro tocando o horizonte
Paro ouvindo o silêncio do mundo nas ondas do mar
Para ouvindo o silêncio do tempo, no soprar do vento
Ouço o meu silêncio
Um banho de mar
Um banho de cachoeira e as forças serão restabelecidas
Minha esperança renovada, eu tranquilamente permaneço a
caminhar
A caminhada continua
Estou voltando para continuar, para continuar sendo eu.
Assinar:
Postagens (Atom)






















