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16 de dezembro de 2012

Varre o tempo

Na sombra do som
Que sopra suave
Feito vento preguiçoso
Que sem querer
Balança a rede 
Presa entre dois coqueiros 












Sopra o vento
Varrendo a praia 
Bailando sobre as águas
Bailando sobre as areias

De grão em grão
Passo por passo
De tempo em tempo

Na sombra do som
No soprar do vento
Ouço a melodia
E me deixo levar

De braços abertos
Flutuando sobre o mar
Me encontro na liberdade

No voo da gaivota 
No voo da borboleta
Que plana sobre as flores
Bem-te-vi

Sopra o vento
Passa o tempo
Baila a liberdade
Dança a felicidade

Olhares
Liberdade
Afeto
Silêncio
Melodia

Encontro no tempo
O vento
O presente
O abraço

Encontro




4 de novembro de 2012

Na companhia do mar solitário


16:33 h
Fim de tarde de domingo
Vim ver o mar
O verde mar
Precisava de alguém para conversar
E o mar sempre parece disposto para nos ouvir falar, pensar...
O mar, sempre pronto para me receber
À minha esquerda, dezenas de pessoas desfrutam os privilégios desse lugar
Famílias, uma dupla de amigas, crianças e idosos
Do meu lado direito, outros compartilham o fim de uma tarde de domingo















Nessa brisa, nessa imensidão de mar esverdeado com espumas brancas... todos estão iluminados pelo sol que ainda não se foi, mantendo a cor do céu azul
A brisa que sopra me dá certo alívio
Agora estou sentado na areia da praia sobre minhas sandálias havainas
Pés descalços, mergulhados na areia...
Sinto o vento soprar e meu ânimo tomar fôlego
“Olá mar solitário... sua solidão sempre atrairá outros supostos solitários”















Na solidão do mar
Encontro encontros, encantos...
Nada é igual
Sobre a areia da praia, milhares e milhares de pegadas, são tantas que nem dá pra contar
Sobre a face das águas o vento inventa, desenha simultaneamente inúmeras digitais
Sopra vento
Passa tempo
Silêncio sereno
Mistura de cores
Abraço amores
Sinto saudades
E as minhas lembranças se tornaram banais
Exigências que a vida faz, vêm à existência, na tentativa de não deixar de existir já mais















Casais amigos
Olhares tranquilos
A leveza de quem tem abrigo
A tranquilidade de quem caminha só
Sobre essa areia, sou apenas mais um grão
Os grãos unidos se tornam milhares, infinitos
Uma gaivota rasga os céus
Voando contra e a favor do vento
Faz seu caminho no invisível
Um sinal de liberdade
Até na solidão somos acompanhados
De tempos em tempos, nossa rotina tende a mudar e nem adianta cantar o rebelde refrão de décadas atrás; pouco a pouco, todo mundo sabe que no final a regra de ouro é se reinventar...
Para mim é bem mais que uma simples adaptação
Apenas nos é entregue a função de viver



















Eu daqui, sou apenas um, mas nunca o mesmo para sempre
Agora mesmo me faço outro, me faço novo, de novo...
São as descontinuidades descontinuadas que insistem em continuar
Entre lembranças fragmentadas e desencontros de sentimentos
À todos nosso respeito e afeto
Ao amor dos iguais e ao amor dos nem tão diferentes assim
Nosso sim
Ao amor
Ao abraço
Ao abrigo
E à solidão
Obrigado mar, por ser tão atencioso e generoso conosco, na solidão ou não...


Obs: Passando pela areia do Cabo Branco, uma pequenina que deve ter pouco mais de um ano de vida, sentada na areia da praia brinca com os pais, com grãos de areia escorrendo de suas mãos, ela me segue com o olhar, insistentemente olha para mim, sorrindo suavemente acena com uma das mãozinhas, me dando um lindo tchau... Parece me abençoar.


No caminho de volta para casa, o sol mudou a cor do céu que era azul no leste, ao oeste todo o céu estava laranja dourado, era cor de fogo, brilhava o sol, no canto do horizonte, mas sem arder. A noite chegou, mas hoje a noite será de lua cheia.


Solitude - Uma reflexão sobre o tempo que corre e a necessidade de parar.
















Desde menino preservei um costume
No comecinho da manhã, ou no fim da tarde
Ia até a praia
Caminhando pela areia
De Tambaú até o Cabo Branco
Era o momento meu
Estava comigo
Andar por andar
Só para ver o mar
Hoje sei que isso significa um modo de resistência
Este é um tempo que chamo de meu
Acima da lei de produção capitalista
Um tempo meu
Para além das regras que nos movem sobre a terra
Nesse meu instante de caminhada o tempo parece parar
E se ele passa, vai devagar e sem pressa
Caminho na velocidade do meu pensamento
Pausado e sereno, respiro devagar













Meus olhos não miram em pontos fixos
Da praia vejo toda a costa litoral da cidade
Céu azul
Nuvens brancas
Mar esverdeado
Pequenas ondas, serenas como a brisa que vem do sul é o meu caminhar agora
Areia branca, dourada, desenhada e rabiscada pelos fios de água que escorrem entre os grãos... Devagar, delicadamente, rumo ao mar
Piso, ando, vagueio agora por muitos caminhos, mesmo sem sair do lugar
Diante da imensidão do céu e do infinito mar, sou um pequenino observador
E ao caminhar sobre os minúsculos caminhos de água sobre a areia da praia, sou um gigante
Paro com o pensamento, penso, respiro, contemplo tudo e volto a caminhar
Paro no tempo, mesmo diante de tantos afazeres
Preciso parar para viver














Paro caminhando
Paro vendo o mar
Paro tocando o horizonte
Paro ouvindo o silêncio do mundo nas ondas do mar
Para ouvindo o silêncio do tempo, no soprar do vento
Ouço o meu silêncio
Um banho de mar
Um banho de cachoeira e as forças serão restabelecidas
Minha esperança renovada, eu tranquilamente permaneço a caminhar
A caminhada continua
Estou voltando para continuar, para continuar sendo eu.

24 de outubro de 2012

Amanheceu














De repente se fez dia
Quando dei por mim...
Um raio de sol surgia

No horizonte
De lá do canto
Onde o mar toca o céu

Onde o céu vira mar e o mar, vira céu

Um raio de luz...
Um raio de luz se estendia até mim
Um raio de luz, um feicho de luz...

Um raio de sol dourado...
Iluminando minha pele
Iluminando meus olhos

Junto com a luz do sol, veio a brisa do mar
Soprando devagar
Bailando invisívelmente, sem parar
Eu podia ver, eu podia notar
A brisa... A brisa do mar...

Veio até mim...
E me pediu: "Posso te abraçar?"
Mim indagava a brisa do mar.
Respondi que sim: "Faça esse favor pra mim..."

A noite virou dia
E tudo ali era felicidade, liberdade, serenidade e paz

Na verdade, era noite
Mas eu não via
Meu coração angustiado se contorcia em meu peito

É verdade...
Ainda era noite quando a estrela brilhou, me tocou e chamou:
"Vêm liberdade, traga a felicidade.."

Lá do alto...
Um raio de luz brilhou, veio e me tocou.
Amanheceu

20 de outubro de 2012

Um escolha, uma busca














De repente se fez um silêncio peculiar
Era um silêncio transcendente
Era um silêncio independente
Era serenidade de alma

O estado de espírito, era sobre o monte mais elevado
Além do vento intenso, nada mais tocava ali

Entre todos os outros
Sobre todos eles
Havia vozes
A cidade se movia agitada
Não havia continuidade
Não havia harmonia

Mas aquele coração estava repousando
Repousando sobre o topo do monte

E seu estado de espírito sereno
Era mais que um sentimento
Era uma decisão

(Texto escrito em 12 de julho de 2012)



20 de setembro de 2012

Viver no presente


Há tantas coisas que eu gostaria de dizer.

Há tantas coisas que eu gostaria de saber.

De onde vem essa busca pelo ideal?

De onde vem essa tal necessidade de uma vida plena que a maioria da humanidade não apenas anseia, mas persegue ao ponto de comprometer todo o fôlego e energia?

Por vezes acho que nos dedicamos tanto nessa busca pela plenitude, pelo ideal que acabamos nos perdendo e perdendo também a possibilidade de viver tudo quanto já conquistamos...

Olhando muito adiante, a gente corre o risco real de não mais perceber ou enxergar o agora, o tudo que temos hoje, o chamado presente no/do tempo.


Corremos hoje como loucos, na tentativa de vivenciarmos um próximo dia que ainda não existe.



Paralelamente o dia que se chama hoje tem suas possibilidades sabotadas, sufocadas e negligenciadas.

Quando na verdade já planejamos tanto, já lutamos tanto para chegar até aqui, até o nosso hoje, o nosso presente.

Presente é o que temos na mão. Temos a possibilidade do sorriso, do abraço, do encontro amigo, da mesa e do sofá compartilhado em família.

A verdade é que corremos tanto, de um lado para o outro, de uma atividade para a outra e daí que esquecemos o motivo e o objetivo de toda essa nossa agitação e dedicação: a vida.

Acho pontual, emergencial e essencial encontro...

A pausa para um café, o dividir de um prato de macarronada/salada...

O compartilhar da vida regado com um bom vinho, suco, copo com água, refrigerante ou lente quente.

Precisamos do desfrute, do atrevimento, da ousadia de sorrir durante o dia. Uso tais palavras, pelo motivo de já soar estranho o simples gesto de gozar a vida, de rir enquanto se trabalha, de abraçar enquanto é preciso correr.

Logo, lembro Paciência, composição do Lenine, quando diz: “Enquanto o tempo/ Acelera e pede pressa/ Eu me recuso faço hora/ Vou na valsa/ A vida é tão rara...”

O mundo dita suas ordens, com elas ele tenta nos engolir, tenta nos privar do sentir, tenta nos negar o prazer da experiência.  É aqui onde nos é negado o direito do ser.



A Bíblia também nos diz que há um tempo para tudo debaixo do céu: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”  (Eclesiastes 3:1-8).

Acredito na possibilidade e na necessidade da vivencia, da experiência, da contemplação e permissão de ser humano.

 Na agonia da rotina de cada dia, acabamos esquecendo quem somos, assim passamos a funcionar como máquinas a todo vapor, em plena produção...



Um dia, perguntaram para Dalai Lama o que mais o surpreendia na humanidade, então o sábio respondeu: Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.



Viver...

Eis o convite que me faço hoje.
Eis o convite que não apenas estendo...
Mas o trouxe até você.

É tempo de viver, de sorrir, de sentir, de se deixar ser.
É tempo de encontrar, de amar, de abraçar, de acolher e perdoar.
É tempo de acreditar, tempo de recomeçar é tempo de ser.

E aí? Então? Tá esperando o quê?
O “q” da questão hoje aqui é viver.
Conjugue o verbo comigo...



Eu vivo
Tu vives
Ele/ela vive
Nós vivemos
Vós viveis
Eles/elas vivem







Viver no presente.
Risos liberados...
Um abraço em seu coração e muito obrigado por compartilhar seu tempo comigo.

31 de agosto de 2012

A sabedoria dos antigos que nos ilumina


Como diriam os antigos... Foi assim que o meu dia começou hoje.
A sabedoria dos antigos fora lembrada.
A sabedoria dos antigos fora mencionada.
E eu, estava na estrada... Há um ditado que diz: “Velha é a estrada.”.

Estrada... Estradas que nos guiam por tantos caminhos, caminhos de sempre, caminhos outrora, caminhos de agora.
Estradas que nos levam ao destino escolhido, ao destino inserido, sugerido.
Estradas que nos guiam.
Estradas que nos levam pelo vento, a deriva, ao relento.


No fim da estrada há um monte.
Lá no alto monte, o vento sopra movendo o moinho.
O moinho trás a água.
A água faz a vida ser, renascer.
No fim da estrada há um recomeço.
 
Hoje pela manhã a sabedoria dos antigos fora evocada.

Esta é a sabedoria compartilhada, de aldeia em aldeia, de geração para geração.
Na sabedoria dos antigos, há luz... Há luz sobre a estrada, há luz sobre a vida.

















Dos olhos ternos... Olhares serenos, olhares iluminados.
Das mãos enrugadas... Toques de afeto que afagam que acalmam a alma, dos filhos e dos netos.
Dos cabelos grisalhos... O branco da redenção, a nuvem da sabedoria, a força e experiência da vivência.
Do andar lento e suave... A tranquilidade de quem tanto já caminhou.
Do sorriso tímido ou largo... A felicidade de quem sabe viver, de quem sabe abraçar, de quem sabe amar.

Entre lembranças e saudades, a sabedoria dos antigos os faz reviver, permanecer.
Em vossas ausências... Saudades.
Durante suas falas, nosso respeito atento e nossa sincera gratidão.

Aos nossos antigos.
Avôs e vovós.
Bisas e tataravós.
Nosso afeto.
Saudades.
Lembrança.
Amor e respeito. 


28 de junho de 2012

Carinho de mãe

Chove em Guarabira desde ontem...
Chuva das boas, daquelas que faz buraco no chão, daquelas que molha a roupa e faz a gente andar na contra mão;
Hoje saindo de casa pela manhã...
Vi várias crianças abraçadas com suas mães, caminhando pela cidade, ambas protegidas pelo guarda-chuvas
A proteção materna, o braço estendido como forma de cuidado, carinho e afeto;
Lembrei de minha infância e do calor do colo de minha mãe, em tempos de chuvas, ou não...
Como é bom o calo da mãe
Como é bom o aconchego de casa
Como é bom e necessário o carinho materno
Debaixo da chuva, acolhido pelo braço de mãe.

8 de junho de 2012

Fiz escolhas - Ser feliz é uma delas


Fiz escolhas
Tomei decisões
Optei por caminhos
Por conta disso sorri
Chorei arrependido
Reconheci falhas
Respirei aliviado
Adormeci tranquilamente
Senti culpa
Da varanda pude ver o sol nascer
Da beira mar vi o sol se por
Serenamente repousei sobre as sombras das árvores ouvindo o canto dos pássaros livres, era fim de tarde e céu estava laranja, dourado.
Abracei quem tentou ser meu inimigo, mesmo distante abracei abençoando.
Desejei o bem aqueles que me fizeram mal
Pedi a Deus para que fossem felizes
Segui meu caminho
Vivi minhas escolhas
E colhi os frutos de todas as minhas decisões
Cantei, chorei, sorri
Amei, lutei, desisti
Calei, disse e perdoei... Me perdoei
Vivi, vivo minha vida, de uma maneira peculiarmente minha.
Se a felicidade é uma escolha, decidi por mim, me fazer feliz.
Com isso todo mundo ganha, os meus, os que decidi deixar e os que decidiram ficar distantes.
Ganha também aquele que ainda não me olhou no olho, pois uma alma que decidi ser feliz abençoa e ilumina o mundo.
Para você de perto e para você de longe, desejo felicidades.
Quero ver este mundo sorrindo e você faz parte dele
Serenidade
Tranquilidade
Luz e paz
Sabedoria
Tolerância e empatia
Amor e respeito
Na rotina de nossos dias
A vida tende a ser agoniada
O tempo é curto
Outrora o tempo é lento
Um dia faz sol e noutro o vento sopra chovendo
E tem dias onde há sol, chuva e vento.
Gosto dos dias completos
Hoje é um dia assim
Com chuva, com sol e com vento.
Não há tempo para o lamento, no entanto podemos usufruir o privilégio do relento.
Na simplicidade sugerida de cada dia, vejo a oportunidade do encontro.
Na simplicidade acompanhada do sorriso, gosto de encontrar o silêncio sorrindo.
É do poço da sabedoria onde recolho a melhor água
Calmamente me banho nela, bebo dela e tento compartilhar dessa água quando me abençoa.
Com suavidade, serenidade e paz.
Desejo ao que me lê, felicidade
Obrigado por estar aqui mais uma vez
Se é sua primeira vez aqui, seja bem vindo, bem vinda
Sua atenção/presença é mais que querida
É a razão e motivo desse espaço existir
Compartilhar é o nosso objetivo
Agradeço sorrindo e satisfeito

26 de maio de 2012

Serenidade; sinceramente sereno















Quero deitar e dormir tranquilo
Acordar a cada amanhecer com a simples vontade de viver
Atento, ouço uma canção.
Há uma melodia em meu coração
A letra já sei de cór
Quero tranquilidade
Quero equilíbrio e felicidade
Quero a serenidade do sábio
A entrega daquele que caminha descalço














Como toda a humanidade deseja, quero paz.
Quero bons ventos sobre minhas emoções
Quero distância da confusão
Quero a certeza que liberta
E viver uma vida que me alegra
Quero distância do medo
Quero um desencontro com a incerteza
Quero preservar meu foco
Quero amar com tranquilidade
Abraçar com generosidade














Quero caminhar com os olhos abertos
E quando der vontade, caminhar com os olhos fechados.
Quero amor
Quero paz
Quero felicidade
E quando o vento soprar contrário
Quero a estabilidade da maturidade
Daquela que me é peculiar
Nesta vida quero evitar os medos
Alimentar as seguranças
Fugir da rotina quando cansa
Silêncio, libertador silêncio.














Confiança, tranquila confiança de que tudo está caminhando como deve, ainda que nos meus planos fosse diferente.
Consciente, focado, paciente, sensato, tranquilamente feliz quero estar apaixonado, por mim, pela vida e por quem escolher estar ao meu lado, mediante avaliação.
Como o vento não preciso ser constante
A inconstância faz parte da construção da vida
O vento sopra para suavizar o calor, para mover o barco à vela, para elevar a pipa aos céus, para balançar as palhas do coqueiro, para levar pelo campo as folhas secas, para derrubar as frágeis edificações, para levantar a saia da menina, para secar e fazer dançar a roupa no varal, para desarrumar os cabelos...
E o vento vai soprar sem nos consultar, para trazer refrigério e estabilidade ou para trazer crises e gerar mudanças.
Sinceramente, o vento sopra agora em mim.

19 de maio de 2012

Esperando a chuva passar (?)

Esperando a chuva passar
Manhã de um  sábado
Planejei ir à imobiliária
Fechar o contrato do novo aluguel
A chuva caia impetuosa, com prazer, com sentido
A terra encharcada, água escorrendo pelos cantos da rua
O sol meio escondido, o tempo, um tanto incerto
O vento balança a cortina
O dia está cinza, silencioso, suave e gostoso...















Esperando a chuva passar
Fiquei em casa
Da janela eu podia sentir a chuva
Pude ouvir o silêncio da cidade
Café quente perfumando a casa, aguçando o paladar
Abraço compartilhado com o meu amor

Esperando a chuva passar
Dentro de casa passava a chuva, passava o tempo
O tempo passava, pensei com o tempo, sobre o tempo de espera, sobre o milagre da vida, sobre a simplicidade de ser

Esperando a chuva passar
Para se encontrar com a luz do sol
Para caminhar pelas ruas da cidade
Para ver a flor abrir, perfumar e colorir

Esperando a chuva passar
Para ver a transformação da vida
Para ver o céu azul
Para ouvir o pássaro cantar

Cada um de nós tem o seu próprio tempo
Qual é o seu?
Abra a porta
Saia na rua
Fique no jardim
Veja, sinta... a chuva

Tomando um banho de chuva...



Vivamos bem a nossa maneira os nossos dias de vida
Sim, o nosso tempo passará...
Passará de maneira leve, prazerosa e memorável




Espere a chuva
Banho de chuva
Espero o sol
Banho de sol

Esperando e vivendo
Na chuva, no sol
Seu próprio tempo




18 de maio de 2012

Sementes da serenidade...


Em meio à luz do dia
Há uma reflexão
Busca-se a claridade da razão
A segurança do entendimento
E a tranquilidade do sentimento
Fecho os olhos diante do sol que brilha
Sinto o vento soprar
Deixo-me levar
A consciência tranquila do dever cumprido me fortalece
Posso continuar
Vou seguir meu caminho
Lançando sobre a boa terra, as sementes que escolhi.
Vou seguir cultivando boas sementes
E ainda que o vento sopre forte
E que aparentemente tudo indique que não serei bem sucedido
Continuarei firme no meu propósito
Vou seguir meu caminho lançando sempre boas sementes
E um dia, a tempestade que virá também se dissipará.
E o sol que um dia brilhou
Voltará a brilhar, compartilhando comigo sua claridade, sua luz...
Enquanto ao tempo incerto
Sigo minha disciplina dos bons atos, fortalecido pelo silêncio que aprendi dos sábios.
E depois será primavera
O sol dará sua luz
O vento soprara sobre as flores, fazendo-as dançar e exalar seu bom perfume.
E eu viverei com alegria os meus melhores dias
Um dia... Hoje sigo tranquilamente sereno.